O chá mate é feito da planta Ilex paraguaiensis

Tem-se se observado que em todos os cantos da Terra, um acentuado pendor do homem pelas plantas cafeníferas. Não fugiram a dessa regra, os índios primitivos da parte meridional do nosso continente, que descobriram a nossa erva mate (Ilex Paraguayensis), pertencente ou grupo das Aquifoliácea, como os da parte setentrional do continente que descobriram essa propriedade estimulante no cacau, outros no guaraná, os médios – orientais no café, os extremos orientais no chá etc.
    Mas seus efeitos estimulantes não podem ser atribuídos apenas aos alcalóides da cafeína e da teobromina, mas sim das vitaminas, dos sais minerais e de outras mais famílias de substâncias que formam a erva mate.

A erva-mate contém muitas substâncias incluindo vitaminas, sais minerais e substâncias antioxidantes. Adicionalmente, são encontrados alguns alcalóides, especificamente as xantinas cafeí2erva_mate_11na e teobromina. Estas xantinas são estimulantes naturais e também são encontradas no café, chocolate e em outros chás como o chá preto e o chá verde que são feitos a partir da planta Camelia sinensis. No caso da erva-mate os teores maiores de xantinas são encontrados na erva seca utilizada para as bebidas conhecidas como chimarrão e tererê. Para a forma conhecida como "chá mate" a planta é tostada e a bebida produzida por infusão contém quantidades bem menores de xantinas. São 0,015% de cafeína e 0,003% de teobromina.
O chá mate é feito da planta Ilex paraguaiensis, usando folhas e talos tostados.

A erva-mate (Ilex paraguariensis) é uma árvore da família das aquifoliáceas, originário da região subtropical da América do Sul, presente no sul do Brasil, norte da Argentina, Paraguai e Uruguai. Os indígenas das nações Guarani e Quíchua tinham o hábito de beber infusões com suas folhas. Hoje em dia este hábito continua popular nestas regiões, consumido como chá quente ou gelado (muito popular na região sudeste do Brasil), ou como chimarrão no sul do Brasil, principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, no Uruguai e na Argentina. É também consumido como tereré, em alguns estados brasileiros como o Mato Grosso do Sul, além do Paraguai.

Pode atingir 12 metros de altura, tem caule cinza, folhas ovais e fruto pequeno e verde ou vermelho-arroxeado. As folhas da erva-mate são aproveitadas na culinária.

A palavra mate deriva do quíchua matty que designa a Cuia ou seja, o recipiente onde o chá era bebido ou sorvido por um canudo (cana/bambu). O hábito ainda hoje é muito popular em todo o sul da América do Sul, e no Brasil a bebida é chamada de Chimarrão. Canoinhas, SC, é considerada a capital mundial da Erva-Mate.2MateLeaoCX

As plantas nativas só se reproduziam por meio de pássaros da região que ingeriam o pequeno fruto e defecavam sua semente já escarificada. A plântula é muito sensível ao sol tanto que, mesmo no plantio moderno a técnica exige sombreamento até que a planta atinja alguma maturidade.

Atualmente existem viveiros que produzem mudas de variedades selecionadas, cujo plantio é feito com técnicas especiais em grandes hortos. Para facilitar a colheita anual dos ramos, a árvore é severamente podada para manter-se a não mais de 3,00 metros de altura. Dessa forma evita-se plantas altas que dificultam a colheita das folhas jovens, consideradas nobres na infusão do chá mate.

Outra prática bastante popular no planalto curitibano, habitat original da erva-mate, é conciliar o plantio da Araucária com o do mate. Técnicas como essa são comuns para um controle ambiental mais rígido, e para evitar o desgaste do solo.

Nomes Populares

Mate, erveira, congonha, erva, erva-verdadeira, erva-congonha, chá-mate, chá-do-paraguai, chá-dos-jesuítas, chá-das-missões, mate-do-paraguai, chá-argentino, chá-do-brasil, congonha-das-missões, congonheira, mate-legítimo, mate-verdadeiro, chimarrão, terere, chá verde nacional.

Outras denominações menos comuns são: erva-de-são bartolomeu, cu-de-boi, orelha-de-burro, chá-do-paraná, congonha-de-mato-grosso, congonha-genuína, congonha-mansa, congonha-verdadeira, erva-senhorita. Denominações indígenas para a erva-mate são caá, caá-caati, caá-emi, caá-ete, caá-meriduvi, caá-ti, caá-yara e caá-yarií.

Em outros idiomas temos: Yerba maté, "Mate Tea" ou maté tea (inglês), maté vert (francês), yerba mate (espanhol), malté (italiano), Matetee[1] ou Mate paraguaensis (alemão), mate-tchá (japonês), mateo (esperanto).2B9233

Propriedades

Estudos detectaram a presença de muitas vitaminas, como as do complexo B, a vitamina C e a vitamina D, e sais minerais, como cálcio, manganês e potássio. Combate os radicais livres.

Auxilia na digestão e produz efeitos anti-reumático, diurético, estimulante e laxante.

Não é indicado para pessoas que sofrem de insônia e nervosismo, pois é estimulante natural.

Pode ser usada verde ou tostada e no preparo de chás e chimarrão.

Misturada com extrato de maracujá, pode ser usada como bebida quente ou gelada.

Misturada com suco de limão natural e bem gelado, torna-se uma bebida muito refrescante para os dias quentes e também nos dias frios.

Nos dias frios ou quentes, pode ser apreciada em um chimarrão. Existe vários nomes para a mesma erva: nome científico da erva-mate é llex paraguariensis, mas, existem os nomes populares como mate, chá-mate, chá-do-paraguai, chá das missões, congonha, cononheira, erva, mate-legítimo, erva-de-sãobartolomeu, orelha-de-burro e erva-senhorita. Em guarani, é chamada de caá Tipos de ervas: Erva-mate tradicional: apropriada para tereré e chimarrão Erva-mate criola: erva grossa com sabor suave Erva-mate sabor menta e abacaxi: muito usadas no verão por serem refrescantes.

 

Método de preparo

 

    Abaixo, alguns conceitos importantes para métodos de preparo e aplicação de plantas medicinais.

2Ilex_paraguariensis_-_Yerba_mate_-_desc-leaves

Chá – fervura após esmagamento
Infusão – derrama-se água fervendo e deixa-se bem fechado em repouso por 10 min.
Cozimento – água fria sobre a erva picada, aquecimento 5-10 min.
Maceração – Erva de molho em água fria ou cachaça, de 10 a 24 horas, coar
Suco – Moer e coar na hora, sem deixar envelhecer
Cataplasma – ao natural, secas em bolsas frias ou quentes, em pasta ou compressa
Unguento – ervas trituradas juntas misturadas com gordura vegetal de coco ou amendoim
Clister – aplicação do líquido medicamentoso pelo ânus, vagina ou uretra com uma seringa sem agulha
Tintura – erva cortada em pedaços, guardada em garrafa com cachaça ou álcool em lugar seco e fresco
Elixir – solução de diversas plantas em álcool
Cataplasma Revulsivo – cataplasma aplicado num órgão importante para remover a inflamação para outra parte do corpo menos importante ou perigosa.

 

Propriedades Químicas

 

    Do ponto de vista químico, o Ilex paraguariensis (erva mate) pode ser apreciado sob o aspecto químico bromatológico ou como matéria-prima de vários subprodutos.
    Muito tempo antes de ser conhecida a sua composição química, já os indígenas utilizavam a erva mate não só atraídos pelo paladar da bebida preparada, mas principalmente por conhecerem suas virtudes, em que se destacava a propriedade de aumentar a resistência à fadiga e por mitigar (amasiar) a sede ou a fome.
    Estudos indicam como constituintes da erva mate os seguintes compostos: água, celulose, gomas, dextrina, mucilagem, glicose, pentose, substâncias graxas, resina aromática, legumina, albumina, cafeína, teofilina, cafearina, cafamarina, ácido matetânico, ácido fólico, ácido caféico, ácido virídico, clorofila, colesterina e óleo essencial.
    Nas cinzas encontram-se grandes quantidades de potássio, lítio, ácidos fólicos, sulfúrico, carbônico, clorídrico e cítrico, além de magnésio, manganês, ferro, alumínio e traços de arsênico.
A cafeína, teofilina e teobromina são três alcalóides, estreitamente relacionados, encontrados na erva mate e são os compostos mais interessantes sob o ponto de vista terapêutico. O teor de cafeína na erva atinge em média 1,60% enquanto que nas infusões o valor médio é de 1,10%.
    A cafeína, teofilina e teobromina são três alcalóides, estreitamente relacionados, encontrados na erva mate e são os compostos mais interessantes sob o ponto de vista terapêutico. O teor de cafeína na erva atinge em média 1,60% enquanto que nas infusões o valor médio é de 1,10%.

2tabela01

2tabela02 


Enzimas

 

    O mate entra em fermentação espontânea devido as enzimas oxidase e peroxidase nele presentes.
    A erva comercial é preperada de modo a se evitar a fermentação das folhas mediante flambagem das mesmas logo após o colhimento
    A peroxidase é o catalisador essencial dos sistemas de oxidação dos vegetais. Ela torna a oxidase capaz de oxidar as substâncias fenólicas. Assim, as duas enzimas só são úteis juntas.
    Os princípios dos mate-alcalóides estão em maiores percentagens nas folhas novas do que nas velhas.
    Com um correto processamento da erva, obstem-se um produto de propriedades nutritivas e terapêuticas superiores, considerando-se as enzimas nele contidas, porém, as propriedades gustativas do mate são alteradas.
 

Propriedades Terapêuticas

 

    Do ponto de vista químico, o Ilex paraguariensis (erva mate) pode ser apreciado sob o aspecto químico bromatológico ou como matéria-prima de vários subprodutos.
    Muito tempo antes de ser conhecida a sua composição química, já os indígenas utilizavam a erva mate não só atraídos pelo paladar da bebida preparada, mas principalmente por conhecerem suas virtudes, em que se destacava a propriedade de aumentar a resistência à fadiga e por mitigar (amasiar) a sede ou a fome.
    A cafeína, teofilina e teobromina são três alcalóides, estreitamente relacionados, encontrados na erva mate e são os compostos mais interessantes sob o ponto de vista terapêutico.

 

Os Alcalóides

 

    A cafeína é um alcalóide, um pó branco cristalino muito amargo. Juntamente com a teofilina e a teobromina fazem parte do grupo das Xantinas.

 

2moleculas

As xantinas são bases nitrogenadas da mesma classe (alcalóides) em que se incluem a atropina, cocaína, efedrina, morfina, quinina, nicotina e várias outras, todas relacionadas a grande variedade de ações fisiológicas. A estrutura mais simples referida como xantina corresponde à 2,6 – dioxipurina. O grupo das xantinas inclui vários compostos em que elas se encontram ligadas a outros resíduos. Entre eles, destacan-se a teofilina (1,3 dimetilxantina), a teobromina (3,7 dimetilxantina) e a cafeína (1,3,7 trimetilxantina).
         A xantina não-ligada é encontrada na maior parte dos tecidos e líquidos do organismo dos mamíferos. Nas plantas, predominam as formas ligada. As folhas de chá (Thea sinensis) são particularmente ricas em teofilina; as sementes de cacau contêm de 0,7% a 1,2% de teobromina; a cafeína corresponde de 1% a 2% do peso da semente de café e atinge 4% a 5% do peso da semente de guaraná. São encontradas, em menores proporções, em inúmeras outras plantas, como por exemplo na erva mate.
          Os efeitos maléficos e benefícios das xantinas em nosso organismo já foram estudos e ainda são objetivo de pesquisas. Elas atuam como diuréticos, relaxantes do músculo liso, estimulante cardíaco e vasodilatadores; a cafeína tem ação particularmente acentuada como estimulante do SNC (sistema nervoso central). São usadas para fins para fins terapêuticos, tantos através de fontes naturais com de formulações feitas a partir de substâncias isoladas e purificadas. O consumo excessivo, porém, pode acarretar palpitações, convulsões, dores de cabeça e de estômago, insônia, perda de apetite, náusea, vômito, depressão, falta de potência, entre outros problemas.
          Os alimentos ricos em xantinas encaixam-se na classificação de nutracêuticos e, como tal, estão sujetios a critérios especiais e limites para o consumo.
 

  Verificou-se conterem as ervas de Mato Grosso, em média, maiores taxas de alcalóides totais do que as ervas do planalto Paraná – Santa Catarina – RGS (veja tabelas comparativas abaixo).

Teor de Cafeína e Teobromina na Erva Mate (Ilex Paraguayensis)

2tabela03 

Pesquisas feitas comprovaram que nas Regiões Sulinas (Paraná juntamente com o RS) possuem em sua erva mate teor de cafeina menor e teor de teobromina maior em relação a erva mate do Mato Grosso.

2tabela04 

    Podemos fazer uma conclusão de que os teores de alcalóides diminuem com a idade da planta.

2tabela05 

    Em curto prazo, a cafeína impede que você durma porque bloqueia a recepção de adenosina; lhe dá mais “energia”, pois causa a liberação de adrenalina, e lhe faz sentir melhor, pois manipula a produção de dopamina. Caso a pessoa seja uma freqüente consumidora de cafeína, quando deixar repentinamente de consumir, sentira provavelmente dor de cabeça em função da dilatação excessiva dos vasos sangüíneos da cabeça que eram antes comprimidos pela cafeína. Muita gente pode pensar que a concentração de alcalóides não influi em nada, veja os exemplos de contaminações por tóxicos naturais de alguns vegetais.
    O tomateiro contém um alcalóide denominada tomatina. Esta substância tóxica é encontrada em toda a planta, com maior predominância nas flores. A tomatina só existe no tomate verde. Durante o amadurecimento, é convertida numa substância denominada alopregnenolona, não tendo mais a tomatina que desapareceu.
    Outro caso no qual os alcalóides são maléficos a saúde, a batateira, existem os alcalóides solaninas e chaconinas. Quando a batata é cortada ou sofre outro tipo de ação mecânica, ela produz, com colaboração da luz solar, a síntese desses alcalóides. Estes multiplicados 15 a 30 vezes o nível normal, inibem a ação de uma enzima do tecido nervoso e cardíaco, verificando-se dificuldades respiratórias, sonolência, tonturas ou mesmo alucinações.
Em poucas palavras, é na somação destes inúmeros constituintes, pela ação isolada de uns, sinergética de outros, que residem as virtudes incontestáveis da nossa famosa erva mate.

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